1979
Perde os pais, por motivos diferentes, em apenas dois meses.
Siron foi novamente convidado para representar o Brasil na 15.Bienal Internacional de São Paulo, onde o diretor do MASP, Sr. Bardi adquiriu toda a exposição.

Simon realizou ainda duas exposições: uma coletiva, denominada “Figuração Referencial” montada no 11o.Salão de Artes de Belo Horizonte, e outra individual na Galeria Casa Grande, em Goiás.

1980
Em julho, a mostra coletiva itinerante “Hilton painting highligts” começaria por Brasília e viajaria, em seguida, para os Museus de Arte Moderna de São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro.

Ganhou o Prêmio de melhor pintor do ano.
Também participou da coletiva “Vinte Pintores Brasileiros” no MASP.
Depois de sua volta da Espanha, o artista declarou que, vivendo no estrangeiro, se sentira estimulado pelas cores. Havia tomado consciência do quanto era colorido o Brasil.
A partir daí a cor começou a ser a forca motriz das obras de Siron.
Da aliança com uma rica e densa imagística resultou a combinação que se tornaria imbatível.
Em novembro, Siron expôs 37 telas, intituladas “Semelhantes”, cujas dimensões eram, para os padrões brasileiros, muito avantajadas. Algumas das obras haviam recebido número e título, outras apenas números. Formava em seu conjunto a série denominada "Semelhantes". Foi considerada por muitos como a melhor exposição já feita por Siron, e, esse foi um momento decisivo na carreira do artista, assinalando a trajetória passada como os caminhos futuros que viria a seguir.
Faz a primeira exposição na Bahia, na Fundação Cultural do Estado, levando essas obras.

1981
Siron é convidado a representar o Brasil na 4a.Bienal de Medelin, na Colômbia, bem como na 5a.Bienal de Valparaiso, no Chile. Tanto para uma como para outra, ele enviou os quadros da série “Semelhantes”.`
Participou de mais quatro exposições coletivas: ”Dez artistas brasileiros”, nos Museus de Arte Moderna de Bogotá e São Paulo; Arte contemporânea latino-americana e japonesa “, no Museu de Arte de Osaka, Japão; "Arte Goiás 19” na Galeria Prestes Maia, São Paulo, e “Pablo, Pablo”, nos Museus de Arte Moderna de São Paulo e do Rio de Janeiro. Esta última seria para comemorar o centenário de nascimento de Picasso.
Realizou ainda, nesse ano, três exposições individuais: uma na Galeria Ranulpho, em Recife, outra na Galeria Salamandra, em Porto Alegre, e a terceira na Galeria Casa Grande, em Goiânia.

1982
Exposição individual de óleo sobre colagem na Galeria Casa Grande, Goiânia.
Em outubro, exposição individual na Galeria Bonino, no Rio de Janeiro, onde ganhou Prêmio Mário Pedrosa, destinado à melhor exposição do ano.

1983
Duas exposições coletivas: ”Panorama da arte brasileira contemporânea”, no Museu de Arte Contemporânea de São Paulo (MAC) e "Artistas brasileiros contemporâneos” no Museu Nacional de Belas-Artes, Rio de Janeiro.
Três exposições individuais: Galeria Ranulpho, em Recife, na Bolsa de Arte, em Porto Alegre, e na Ida e Anita Galeria de Arte, em Curitiba.
Participou, junto a outros artistas, do projeto “Arte na Rua”, promovido pelo MAC.

1984
Participou de seis exposições coletivas: “Pintura brasileira atuante” no Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro.
"A cor e o desenho do Brasil”, exposição itinerante que percorreu vários países europeus; “Tradição e ruptura – síntese da arte e cultura brasileiras”, na Fundação da Bienal de São Paulo; “Pequenos formatos”, na Galeria Paulo Figueiredo, em São Paulo; em conjunto com Antonio Henrique Amaral, realizou no National Art Center, em Ottawa.
Recebe o Prêmio de Melhor Obra, na 4a. Bienal Ibero-americana de Auto-retratos, na cidade do México.
Realiza a exposição individual “Os recentes trabalhos de Siron”, na Galeria Paulo Figueiredo.

1985
Participou de cinco exposições coletivas:
“A arte de hoje no Brasil”, no Museu de Arte Contemporânea, em Tóquio. “Expressionismo Brasil – herança e afinidades”, na Bienal Internacional de São Paulo.
Destaques da arte contemporânea brasileira, no Museu de Arte Moderna de São Paulo.
“Sete Pintores de arte contemporânea”, na Galeria Portal, de São Paulo.
“Brasilidade e Independência”, no Teatro Nacional de Brasília.
Fez também duas exposições individuais: uma em Salvador, no Escritório de Arte e outra em Maceió, na Karandash Arte Contemporânea.
Embora morando em Goiânia, agora no seu segundo casamento, Siron, aluga casa em São Paulo para temporadas.
Dirige um documentário para a TV, denominado Xingu. O Filme foi premiado com uma medalha de ouro no Festival Mundial de Televisão e exibido na Bienal de Veneza.

1986
Participa da 2a. Bienal de Havana.
Faz três outras exposições coletivas: URBS, na Galeria Montesanti, no Rio de Janeiro; O futebol-arte no Brasil, uma exposição itinerante que partiu de São Paulo e viajou por diversas cidades mexicanas; Primeira exposição de "Arte contemporânea Christian Dior”, no Paço Imperial, no Rio de Janeiro.
Realiza duas exposições individuas: Galeria São Paulo e Galeria Montesanti, ambas em São Paulo.
A comunidade baiana, radicada em Brasília, encomendou a Siron o primeiro monumento público que faria em sua vida. Participa, como diretor artístico, da realização do documentário televisivo Pantanal.

1987
Agora com uma vida financeira bastante equilibrada, muda-se com a família para uma casa recém construída nos arredores de Goiânia, em Buriti Sereno, onde instala seu novo estúdio.
Já referenciado pela imprensa e pelos marchands e diretores de museus, Siron podia dar-se ao luxo de abandonar o circuito Rio-São Paulo e fixar-se no seu habitat predileto que é Goiânia, de onde sai o menos possível.
É convidado a criar cinco mil diferentes placas de cerâmicas, projeto que lhe custou 45 dias de trabalho com toda a equipe, para o proprietário da Cecrisa presentear amigos que participavam de conferência em Brasília.
Participou de duas grandes exposições coletivas:
“A arte do fantástico”, em Indianápolis Museum of Art, que seria levada para o The Queens Museum, em Nova York e Center for Fine Arts, em Miami, e
"A arte brasileira do século XX”, no Musée d’Art Moderne de la Ville de Paris que se encerrou, no ano seguinte, no Museu de Arte Moderna de São Paulo.
Montesanti promoveu a mostra coletiva “São Paulo-Rio-Paris”, no Rio e São Paulo em sua galeria e, em Paris, na Galerie 1900-2000.
Siron ainda participou das exposições: “Mostra Coletiva de artistas brasileiros” na Galeria Performance, no Rio de Janeiro; “Doze artistas brasileiros”, na Galeria Anarte em Salvador e “Levante Centro-Oeste”.
Em novembro, presenciamos em Goiânia, o divulgadíssimo acidente do césio-137. Movido pelas terríveis cenas que deve ter presenciado durante o caos e pela profunda afinidade que sempre teve com a terra natal e seus aspectos naturais, Siron produziu o seu mais valioso trabalho, a “Série Césio”. Foram 23 quadros pintados com terra de Goiânia, tinta automotiva prateada e tinta fosforescente azul. Daí surgiu a exposição “Goiânia, Rua 57” realizada na Galeria Montesanti, em São Paulo.
Ainda nesse ano, Siron participa de mais duas exposições/mostras coletivas itinerantes: "Os ritmos e as formas – arte brasileira contemporânea”, que saiu de São Paulo direto para o Charlottenborg Exhibi-tion Hall, em Copenhague, e “Brasil Já” que estreou no Morsbroich Museum, em Leverkusen. A exposição foi levada depois para Landergirokasse Gallery, em Stuttgart e depois para o Sprengel Museum, em Hannover.
Siron também expôs na Galerie Inger Baecker, em Colonia, com o nome de “Siron Goiânia Brasil”.
Em São Paulo, participou da exposição na nova Galeria Companhia das Artes, com “Siron Franco – pinturas e desenhos de 1975-1984”.

1989
Participou de três exposições coletivas:
“O surrealismo no Brasil”, na Pinacoteca do Estado de São Paulo.
“Goiás: um regard sur lárt contemprain du Brézil”, em Dijon e
“Introspective Contemporary Art by Americans and Brazilians of African Descent”, no California Afro-American Museum, em Los Angeles.
Participou da 20o.Bienal Internacional de São Paulo, levando o mesmo conteúdo para a exposição individual no Subdistrito Comercial de Arte, em São Paulo.

1990
Participou de cinco exposições coletivas:
“Místicos, sagrados e profanos”, na Galeria Ranulpho, em Recife.
“Figuras e Fábulas – 75 anos de arte na América Latina”, em Caracas;
“Chicano e Latino”, na Daniel Saxon Galley, em Los Angeles;
“Latin Art 90”, na Anita Shapolsky, Nova York.;
“Exposições de arte contemporânea Brasil-Japão”, no MOA, em Tóquio, e no MASP em São Paulo.
Nessa fase, Siron entregou-se a um tipo de trabalho totalmente diferente. O motivo das peles, que timidamente começara a aparecer no começo dos anos 80, agora domina as telas completamente. Era como se um detalhe da pintura fosse mostrado em zum. Peles, pelúcias de vários tipos, pedaços de carne combinavam-se para criar um padrão quase abstrato, ou as “peles”, como geralmente é designado.
Em 21 de Junho, na Galeria Montesanti, em São Paulo, aconteceu a exposição cujo título foi “Peles – pinturas recentes”.
Nesse ano, no Dia da Criança, Siron produziu seu trabalho mais emocionante, no gênero: denunciando, de maneira sutil, o alto índice de mortalidade infantil do país, ele plantou mil e vinte caixões infantis, pintados de verde, amarelo e azul, reproduzindo a bandeira do Brasil, em plena Esplanada dos Ministérios, em Brasília.

 
  

 

 


Personagem indeciso, 1986, OST, 80x70cm

 


Ontem, 1993, OST, 80x90cm

 

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Instalação Vítimas da Violência, 2005 Brasília

 

 

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